Soneto de verão
O sol em tardes de dourado estio
abrasa dilatando seu mormaço
inflama luz e fogo num entrelaço
pleno no clarão do dia em fastio.
abrasa dilatando seu mormaço
inflama luz e fogo num entrelaço
pleno no clarão do dia em fastio.
As cigarras na árvore do quintal
numa cantoria sonora estridente
crepúsculo na tarde rosa e dolente
nuvens em preto-cinza temporal.
A luz da arandela se alastra pelo chão
em fios de ouro a dançar em aquarela
avivando pingos da chuva em profusão.
numa cantoria sonora estridente
crepúsculo na tarde rosa e dolente
nuvens em preto-cinza temporal.
A luz da arandela se alastra pelo chão
em fios de ouro a dançar em aquarela
avivando pingos da chuva em profusão.
A noite baila em véus de nostalgia
carregando uma estrela de luz amarela
pelas ruas molhadas em suave
carregando uma estrela de luz amarela
pelas ruas molhadas em suave

